O paciente no centro: como tornar a alimentação prazerosa?

O processo de alimentação é um dos mais importantes e indispensáveis na rotina do ser humano. Além de ser necessária para a ingestão de nutrientes que mantêm o corpo ativo e saudável, a refeição é vista por muitos como um momento de alegria e rotineiramente está associada a celebrações. Dessa forma, deve ser compreendida muito além de seu papel fisiológico, é preciso pensar nela também como um recurso de prazer e felicidade.

Os indivíduos hospitalizados, no entanto, encontram barreiras para perceber todos os benefícios da alimentação, considerando que por muito tempo se pensou a “comida de hospital” como sinônimo de algo ruim, insípido, sem graça. Essa associação, inclusive, se transformou em motivo de desnutrição de muitos pacientes, que perdiam a fome (ou a vontade de comer) por não sentirem prazer ao ingerir os alimentos oferecidos durante a internação.

Com o passar do tempo e os novos olhares acerca da humanização da área da saúde, nutricionistas, médicos, enfermeiros e técnicos perceberam a importância de valorizar o alimento no ambiente hospitalar, pois além do caráter nutricional, ele tem relação com a sensação de bem-estar, motivação e qualidade de vida. Ou seja, é um recurso essencial no tratamento e na recuperação dos pacientes. 

Comida e qualidade de vida

“Cozinhar não é serviço. Cozinhar é um modo de amar os outros”. Provavelmente você já deve ter ouvido ou lido alguma expressão semelhante a esta, de autoria do escritor e biólogo moçambicano Mia Couto. Ela reflete a relação que a humanidade, desde os tempos primórdios, tem com a comida. Sabendo disso, por que a alimentação dentro de um hospital precisa continuar sem sabor? 

A partir desse olhar, com o intuito de transformar a aversão dos pacientes em algo positivo e com utilidade para os seus tratamentos, a dieta hospitalar vem sendo remodelada. Com o olhar profissional dos nutricionistas, a equipe médica consegue oferecer pratos mais saborosos para o internado, é claro, avaliando suas questões de saúde e necessidades alimentares com a equipe médica. A humanização da medicina que tanto se fala atualmente também passa pela humanização nos demais setores, como no aspecto nutricional. Esse conjunto de ações tem se mostrado muito benéfico para os pacientes e há diversos estudos que corroboram essa ideia. 

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Hoje em dia, já se consegue perceber que sim, é possível aliar uma refeição equilibrada e balanceada com alimentos saborosos, proporcionando bem-estar e satisfação ao paciente. Muitas vezes, não é preciso alterar os ingredientes da dieta, o simples fato de se dedicar na elaboração dos alimentos e preparar um prato mais atrativo, com recursos visuais e olfativos que conquistam o paciente, podem auxiliar na aceitação da comida.

Conforme um artigo publicado, “a atenção ao estado nutricional adequado e qualidade da alimentação contribui de maneira benéfica na recuperação dos pacientes hospitalizados e melhora da sua qualidade de vida”, o que reafirma a influência da comida nos tratamentos hospitalares. Com esses novos métodos, que preservam o olhar individualizado sobre o paciente, consideram a prescrição médica para cada dieta e, ainda assim, são capazes de oferecer uma refeição agradável e saborosa, têm se observado mais qualidade de vida nos pacientes internados. Essa melhora é benéfica e cada vez mais relacionada à capacidade de recuperação.

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